A taxa de doutores no Brasil caiu uma média de 5% de 2003 para cá. Esse é um grande desafio para a academia científica relatada hoje (27), durante a 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI). O Brasil precisaria ter 3 a 4 vezes mais pesquisadores do que tem atualmente. O dado foi apontado por Carlos Henrique Brito Cruz, da FAPESP, durante sessão plenária sobre Ciência Básica e Produção do Conhecimento: Um Desafio Para o Brasil. Segundo ele, a partir de 2004 o país parou de ganhar terreno no progresso de formação de doutores.
Ele ressaltou a importância de se buscar melhor qualidade das teses de doutorado. Citou o pouco conhecimento dos estudantes no inglês e que uma melhoria nessa área iria propiciar uma melhor relação da ciência brasileira com o mundo. "Precisamos olhar para essa questão qualitativa", destacou. Carlos Brito pediu as universidades e agências de C&T que dêem mais apoio aos pesquisadores, para que possam se dedicar mais à ciência e não de prestação de contas das pesquisas.
Para o presidente da FAPESP, para a ciência progredir o país precisa pensar numa estratégia que fale de apoio à excelência. "A ciência no Brasil progrediu muito, mas pode progredir muito mais", observou.
Helda Suene - Asscom FAPESQ-PB
Especial da 4ª CNCTI - Brasília