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29/03/2010 - Minas Gerais terá R$ 4,2 mi para pesquisas sobre malária
 


R$ 4,2 milhões é o montante que será destinado às pesquisas mineiras da Rede Malária, que acabam de ser selecionadas. O edital foi lançado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Ministério da Saúde (MS) e as Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) de sete estados brasileiros, dentre eles, Minas Gerais. No Estado, a FAPEMIG entrará com contrapartida de R$ 1,4 milhões. Foram quatro propostas aprovadas e as instituições beneficiadas foram a Universidade Federal do Estado de Minas Gerais (UFMG) e o Centro de Pesquisas René Rachou (CPqRR).

Criada com o objetivo de apoiar pesquisas científicas e tecnológicas sobre a doença, a Rede Malária destinará R$ 15,4 milhões em todo o País. Serão contemplados projetos com até 36 meses de execução. As propostas devem considerar a formação de recursos humanos na área e os impactos de seus resultados para o Sistema Único de Saúde, considerando as metas estabelecidas pelo Programa Nacional de Combate à Malária. Além da FAPEMIG, participam da iniciativa a FAPs do Maranhão (Fapema), do Pará (Fapespa), do Mato Grosso (Fapemat), do Rio de Janeiro (Faperj) e de São Paulo (Fapesp).

Entre os temas contemplados pelo edital estão estudos sobre biologia, ecologia e controle de vetores potenciais da malária; identificação ou produção de biomarcadores para avaliar susceptibilidade e resistência à infecção malárica no hospedeiro humano; vacinas; caracterização molecular das populações de parasitos circulantes no hospedeiro vertebrado e no vetor; quimioterapia antimalárica; pesquisa clínica; epidemiologia e controle da malária; e diagnóstico.

"A FAPEMIG vai entrar com investimentos da ordem de três milhões, sendo cerca de um milhão por ano", declara o presidente da Fundação, Mario Neto Borges. Ele destaca duas grandes razões para a participação de Minas Gerais na rede. A primeira é por se tratar de uma doença negligenciada, ou seja, que afeta milhares de pessoas ao redor do mundo e, mesmo assim, não dispõe de tratamentos eficazes. E a segunda é que o Estado possui pesquisadores de alto nível nesta área.

Embora seja uma doença muito antiga, a malária ainda é um dos maiores problemas de saúde pública do mundo. A cada ano, mata cerca de dois milhões de pessoas, sendo 90% dos casos registrados na África. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), essa é a doença tropical e parasitária que mais causa problemas sociais e econômicos, sendo um risco de infecção para cerca de 40% (2,5 bilhões de indivíduos) da população mundial.

(Assessoria de Comunicação Social - FAPEMIG)

 
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