Intercâmbio de dados biológicos possibilitará a criação de um Herbário Virtual das Espécies Brasileiras de Plantas
Realizou-se na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), na última quinta-feira (14/1), a primeira reunião de coordenação do Projeto de Repatriamento de Dados Biológicos, com vistas à implementação dos instrumentos de cooperação recentemente assinados pelo CNPq com o Museu Nacional de História NaturaI (MNHN), da França, e com o Royal Botanic Gardens (KEW), do Reino Unido.
A reunião convocada pelo presidente do CNPq, Marco Antonio Zago (que na última sexta-feira anunciou que deixará a agência), contou com a participação do Secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCT, Luiz Antonio Barreto de Castro, de renomados especialistas brasileiros na área de taxonomia vegetal, além de representantes do Jardim Botânico do RJ; do Centro de Referência em Informação Ambiental (Cria); do Instituto de Botânica, da Universidade de São Paulo (USP); do Instituto Tecnológico Vale; da Petrobras; e do Instituto Bioatlântica.
O CNPq e o MNHN da França assinaram convênio em Paris em 9 de outubro do ano passado, visando à repatriação de dados genéticos de espécies autóctones da flora brasileira. O convênio permitirá a participação de estudantes brasileiros de nível doutorado e pós-doutorado no programa "herbário virtual", mediante o qual o MNHN pretende digitalizar cerca de 8 milhões de amostras vegetais constantes de seu acervo. Entre os objetivos do projeto, destaca-se o estudo do impacto das mudanças climáticas sobre a biodiversidade.
O CNPq e o Royal Botanic Gardens assinaram Carta de Entendimento, também em outubro de 2009, para desenvolver um Programa Piloto de Pesquisa e Cooperação envolvendo ações que promovam o conhecimento, uso sustentável e conservação da biodiversidade brasileira. A fase inicial incluirá repatriamento dos dados biológicos de espécies nativas brasileiras, depositadas no Herbário do Kew, consideradas de interesse estratégico para o Brasil.
O intercâmbio desses dados biológicos possibilitará a criação de um Herbário Virtual das Espécies Brasileiras de Plantas, através do acervo depositado em museus europeus, que ficará disponível para a consulta de especialistas e outros usuários do mundo inteiro. Essa cooperação permitirá a participação de estudantes brasileiros de nível doutorado e pós-doutorado no programa.
(Informações da Assessoria de Comunicação do CNPq)